LUIS ANTONIO-GABRIELAProdução:
Cia. Mungunzá de TeatroDireção: Nelson BaskervilleAno:
2011
SINOPSE
Por meio de levantamentos biográficos compostos por fotografias, diários, cartas e entrevistas com familiares e amigos, a Cia. Mungunzá de Teatro apresenta ao público a transformação de Luis Antonio em Gabriela. Baseada na história real de Nelson Baskerville, diretor do espetáculo, a dramaturgia é construída a partir de diferentes pontos de vista: do próprio irmão; da irmã que sai pelo mundo em busca do corpo de Gabriela; da madrasta que o criou junto com mais oito crianças; do pai que, em vida, não reconheceu a filha travesti; e dos amigos e colegas de trabalho, que viam a figura da protagonista com uma mistura de admiração e estranhamento.
HISTÓRICO
FLuis Antonio-Gabriela” estreou em 2011 e foi aclamado pela crítica e pelo público. Destacou-se como um espetáculo pioneiro na discussão da transexualidade e, por isso, teve um impacto significativo na sensibilização e no questionamento de preconceitos. Além disso, sua trajetória inclui ampla circulação nacional e internacional, participações em diversos festivais e reconhecimento por meio de vários prêmios importantes.
Em 2018, após relevante questionamento do Movimento Nacional de Artistas Trans (Monart), Gabriela passou a ser interpretada pela atriz Fabia Mirassos, destacando a representatividade trans. O espetáculo já foi visto por mais de 100 mil pessoas, em mais de 400 apresentações, e segue aberto ao diálogo.
“Luis Antonio-Gabriela” foi produzido com apoio do ProAC LGBT. Em 2011, estreou no Centro Cultural São Paulo e fez uma temporada no Galpão do Folias. Em 2012, realizou temporadas no Teatro Alfredo Mesquita, no Teatro João Caetano e na Funarte. Também integrou a programação do Festival São Palco, em Coimbra (Portugal), e circulou pelo estado de São Paulo via ProAC.
Em 2013, circulou por todo o território nacional pelo projeto Palco Giratório do Sesc e pelos editais Funarte Myriam Muniz e Circuito Cultural Paulista. Em 2016, participou do projeto “Ficha Técnica”, no Sesc Belenzinho. Também se apresentou no Itaú Cultural. Em 2017, inaugurou o palco do Teatro de Contêiner e fez temporada no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro.
Em 2018, realizou temporada no Teatro de Contêiner, em comemoração aos 10 anos da Cia. Mungunzá. Em 2019, participou do projeto “Cenas Centrífugas”, no Sesc Santo André. Participou também da off MITsp, além de integrar uma temporada do repertório completo da Cia. Mungunzá no Teatro de Contêiner. Em 2020, integrou a circulação de repertório pelo município de São Paulo. Em 2022, participou da mostra “Isto não é um mapa”, no Sesc Bom Retiro. Em 2024, fez novamente uma importante temporada na Funarte SP.
O espetáculo recebeu os prêmios Shell (Melhor Direção) e APCA (Melhor Espetáculo); Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (Melhor Direção e Projeto Visual); Prêmio Governador do Estado de São Paulo (Melhor Espetáculo pelo Júri Popular); e Prêmio APLGBT Cidadania em Respeito à Diversidade (Artes Cênicas), entre outros. Foi eleito como um dos melhores espetáculos do ano por veículos de comunicação como Veja, Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.
FICHA TÉCNICA
Argumento e direção – Nelson Baskerville
Texto – A partir dos relatos de Doracy, de Maria Cristina, de Nelson Baskerville, de Serginho, de Pascoal (carta) e de Gabriela (cartas)
Dramaturgia – Nelson Baskerville e Cia. Mungunzá de Teatro
Intervenção dramatúrgica – Verônica Gentilin
Elenco – Fabia Mirassos, Lilian de Lima, Lucas Bêda, Luiza Brunah Jerrô, Marcos Felipe, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias
Técnico performer – Pedro das Oliveiras
Diretora assistente e preparação de atores – Ondina Clais
Assistente de direção – Camila Murano
Direção musical, composição, arranjo e músico em cena – Gustavo Sarzi
Preparador Vocal – Renato Spinosa
Trilha Sonora – Nelson Baskerville
Iluminação e cenário – Marcos Felipe e Nelson Baskerville
Figurinos – Camila Murano
Visagismo – Rapha Henry e Fabia Mirassos
Vídeos – Patrícia Alegre
Artista plástico (telas/pinturas cena Guggenheim) – Thiago Hattnher
Designer e produção
– Léo Akio
Produção Executiva – Cia. Mungunzá e Gustavo Sanna (Complementar Produções)
Produção Geral – Cia. Mungunzá de Teatro.
* Duração: 100 minutos
* Classificação: 16 anos
TRECHOS DE CRÍTICAS
"Uma das melhores coisas do teatro brasileiro: Luis Antonio-Gabriela. Eu acho uma coisa sofrida, mas bonita, linda na sua feiura. O feio é belo ali, adquire a forma de arte. Foi uma revelação pra mim. É uma arte brasileira, tem uma brasilidade muito boa e uma estética da feiura. Eu aconselho as pessoas a assistirem"
Antunes Filho p/ Revista Carta Capital
"Assistir a 'Luis Antonio – Gabriela' foi mais do que um prazer estético, foi uma dessas experiências transformadoras; saí do teatro com um conhecimento impresso em mim que com certeza interferirá para sempre na minha visão sobre o tema"
Beth Néspoli
"Na minha opinião, é talvez a melhor obra nacional que se seguiu a Plínio Marcos e Nelson Rodrigues"
Maria Lúcia Candeias
“A década pouco passou de sua metade, mas já se pode afirmar sem medo que “Luis Antonio – Gabriela” é um dos melhores espetáculos produzidos em São Paulo nos anos de 2010”
Dirceu Alves Júnior - Veja São Paulo
"Não é para menos que ao final, a plateia aplauda em pé e com gosto. Estamos todos em cena, com nossas inquietudes juvenis e adultas, nossos sonhos, nossos pedidos de desculpas, nossas declarações de amor, nosso olhar generoso para o que é diferente de nós mesmos"
Celso Cury - Revista Brasileiros
"Sem moral e sem vergonha o espetáculo Luis Antônio-Gabriela, do Grupo Mungunzá, evita o sentimentalismo e os estereótipos ao narrar a história de um homossexual estigmatizado... Depois da catarse final, a vontade do espectador é voltar para buscar outros ângulos de apreensão de um espetáculo complexo, que não faz concessões em busca de uma conclusão"
Valmir Santos
"Cerimônia de adeus em um espetáculo nervoso na representação do elenco coeso e com soluções visuais (cenário, figurinos e iluminação) que instauram um clima entre o bordel e o hospital. O que se assiste são painéis de meias-verdades, busca do tempo perdido, melodrama e cenas quase bíblicas de redenção. Com talento e sinceridade, Nelson Baskerville consegue, à sua maneira, reconciliar Abel com Caim”
Jefferson del Rios (ESTADÃO)


